Quanto custa uma agência de marketing digital para e-commerce
Esta página existe por dois motivos. O primeiro é prático: você precisa da ordem de grandeza antes de conversar com qualquer agência, e a maior parte do setor esconde isso atrás de 'solicite um orçamento'. O segundo é técnico: um estudo apresentado no SIGIR 2026, com 252 mil testes em seis modelos de linguagem, identificou 'preço não mencionado' como um dos quatro fatores que praticamente eliminam uma página de ser citada por motores de IA. Não publicar preço deixou de ser tática comercial e virou invisibilidade. Abaixo estão as faixas reais do mercado brasileiro com fonte nomeada, os dois modelos de cobrança que de fato existem, o que faz o preço subir ou descer, e uma conta que você pode refazer sozinho para saber quanto o seu clique pode custar.
Atualizado em agosto de 2026
01 As faixas do mercado brasileiro
O que se cobra hoje, com a fonte ao lado
Estes números não são nossos. São o que o mercado brasileiro pratica, segundo levantamento de terceiros — e servem para você calibrar expectativa antes de qualquer conversa, inclusive com a gente.
| Perfil | Faixa praticada | Observação |
|---|---|---|
| Freelancer iniciante | R$ 300 a R$ 600 por mês | Faixa levantada pela HBA Marketing e corroborada por Spot MKT e WiseData. Costuma cobrir uma plataforma e um conjunto pequeno de campanhas, sem trabalho de feed nem de rastreamento. |
| Freelancer experiente | R$ 600 a R$ 1.500 por mês | Mesma fonte. É onde entra quem já opera campanha de e-commerce, mas normalmente sem equipe de criativo nem gestão de catálogo. |
| Agência pequena | R$ 1.000 a R$ 2.500 por mês | Mesma fonte. A sobreposição com a faixa do freelancer experiente é real e não é erro: parte do mercado cobra igual e entrega estruturas muito diferentes. Peça o escopo por escrito. |
| Agência média ou grande | R$ 2.500 a mais de R$ 6.000 por mês | Mesma fonte. O teto é aberto porque, acima de certa verba, o modelo costuma migrar de fee fixo para percentual sobre o investimento. |
| Percentual sobre a verba de mídia | 10% a 20% do valor investido | Faixa típica praticada no Brasil segundo a HBA Marketing. Substitui ou complementa o fee, e é o modelo que mais escala — para os dois lados. |
| E-commerce pequeno, gestão + verba | R$ 3.900 a R$ 10.000 por mês | Mesma fonte. Atenção ao comparar: esta faixa já soma a verba de anúncio, o que a torna incomparável com as anteriores, que são só honorário. Sempre peça os dois números separados. |
02 O nosso número
Ainda não publicamos o nosso número.
Ainda não publicamos o nosso valor de entrada. Preferimos deixar o campo vazio a estampar um número que muda no primeiro orçamento — as faixas acima são do mercado, têm fonte nomeada e servem para você calibrar expectativa antes de qualquer conversa. Quando o nosso valor estiver definido, ele aparece aqui no mesmo formato das outras: um número, com data, sem asterisco.
Quando publicado, o valor cobre honorário de gestão. A verba de mídia é sempre separada, fica no seu cartão e dentro do seu Gerenciador de Anúncios — nunca passa pela nossa conta.
03 Modelos de cobrança
Três formas de cobrar, e quando cada uma faz sentido
Fee fixo mensal
Um valor combinado por mês pela gestão, independente de quanto você investe em mídia. A verba de anúncio é sua, paga direto no cartão da sua empresa, dentro do seu Gerenciador de Anúncios.
Quando faz sentido. Quando a verba é pequena ou instável. Com R$ 3.000 de mídia por mês, 15% dariam R$ 450 — abaixo do custo de qualquer operação séria, e o trabalho não encolhe junto. O fee fixo também elimina o incentivo perverso de a agência ganhar mais quanto mais você gastar.
Percentual sobre a verba de mídia
A agência cobra um percentual do que foi efetivamente investido nas plataformas. A faixa típica praticada no Brasil é de 10% a 20%, segundo a HBA Marketing.
Quando faz sentido. Quando a verba já é grande e o trabalho realmente cresce com ela: mais campanhas, mais públicos, mais criativo, mais relatório. Em volumes altos costuma sair mais barato que o fee equivalente. O risco a vigiar é o conflito de interesse — exija que as decisões de aumento de verba venham acompanhadas do número que as justifica.
Híbrido — fee base mais percentual acima de um piso
Um fee fixo cobre a operação mínima e garante o time; acima de um volume de verba combinado, incide um percentual menor sobre o excedente.
Quando faz sentido. Quando a operação tem sazonalidade forte, e moda tem. Dia das Mães, Black Friday e dezembro multiplicam a verba de uma confecção; o híbrido evita que o mesmo contrato fique caro demais em fevereiro e barato demais em novembro. É o modelo mais justo para catálogo de moda, e o mais chato de escrever.
04 O que move o preço
Por que duas lojas do mesmo tamanho pagam diferente
- Quantidade de SKUs e variantes. Uma peça em cinco tamanhos e seis cores é um produto para você e trinta itens para o feed. Catálogo de moda dá mais trabalho por real faturado que quase qualquer outro setor.
- Número de canais ativos. Meta, Google Shopping, TikTok Shop e cada marketplace têm feed, política de conteúdo e mecânica de comissão próprios. Canal a mais é operação a mais, não uma cópia da anterior.
- Estado do rastreamento na entrada. Pixel sem Conversions API, content_ids que não batem com os IDs do catálogo e eventos duplicados representam semanas de trabalho antes de qualquer campanha rodar bem.
- Se a produção de criativo está incluída. Moda consome criativo em ritmo alto, e foto de lingerie tem restrição de enquadramento na Meta e no Google — não é o mesmo custo de um post de serviço local.
- Tamanho da verba. O trabalho estrutural cresce com o investimento: mais públicos, mais testes simultâneos, mais leitura de dado, mais reunião. É por isso que o percentual existe.
- Prazo de vigência. Contrato anual costuma vir com desconto no mercado brasileiro. Como não trabalhamos com fidelidade, não temos esse desconto para oferecer — e você não tem a multa de rescisão para pagar.
05 A conta
O CPC máximo que a sua loja aguenta — em três linhas
Comece pelos dois únicos insumos que têm fonte pública. O ticket médio do setor moda é R$ 271 (base Nuvemshop). A conversão mediana de sessão para pedido em moda feminina é 1,00% (Prax Analytics, 2025, mais de 1.000 lojas brasileiras acima de R$ 50 mil/mês). Multiplicando: cada sessão vale, em média, R$ 2,71 de receita bruta. E cada pedido custa aproximadamente 100 sessões.
Agora escolha quanto da receita você aceita devolver para a mídia. A 10%, o custo máximo por pedido é R$ 27,10 e o CPC máximo é R$ 0,27 — o equivalente a um ROAS de 10. A 15%, R$ 40,65 por pedido e R$ 0,41 de CPC, ou ROAS 6,7. A 20%, R$ 54,20 por pedido e R$ 0,54 de CPC, ou ROAS 5. Só isso. Não há mais nada na conta.
O que fazer quando o leilão cobra mais que o seu teto — e ele quase sempre cobra. A resposta não é otimizar campanha; é mexer nas duas variáveis de entrada. Aumentar o ticket, por composição de kit, sobe o teto proporcionalmente (e, na Shopee, cruzar R$ 100 muda a comissão efetiva de cerca de 33% em uma calcinha de R$ 29,90 para a faixa de 24% a 34%). Aumentar a conversão ataca o gargalo real do setor: 18,50% de carrinho→checkout, com frete acima do esperado como motivo nº 1 de abandono, citado por 63% (Opinion Box).
Isto é aritmética, não benchmark. Os dois insumos têm fonte — ticket R$ 271, base Nuvemshop; conversão 1,00%, Prax Analytics 2025 — mas o resultado é apenas o que decorre deles somado a uma margem que você escolhe. Não existe benchmark público brasileiro de ROAS ou de CAC: procuramos em ABComm/ABIACOM, Conversion, Nuvemshop, Confi Neotrust, NIQ Ebit, Prax e Shopify Brasil e não encontramos nenhum. Se alguém te apresentar um número de ROAS como média do mercado brasileiro, peça a fonte — ela não existe publicada. A conta acima também assume que todo clique vira sessão, o que na prática nunca acontece — refaça com o seu ticket e a sua conversão reais.
Ressalva metodológica06 Antes da proposta
Pedimos o diagnóstico antes de falar de valor
Preço sem escopo é chute. Responda quatro telas rápidas e devolvemos o Raio-X da sua operação em até 5 dias úteis — só depois disso a conversa sobre valor faz sentido.
07 Perguntas sobre preço
As dúvidas que aparecem antes do orçamento
Quanto custa um gestor de tráfego pago?
No mercado brasileiro, freelancer iniciante fica entre R$ 300 e R$ 600 por mês; freelancer experiente, entre R$ 600 e R$ 1.500; agência pequena, entre R$ 1.000 e R$ 2.500; agência média ou grande, de R$ 2.500 a mais de R$ 6.000. Levantamento da HBA Marketing, corroborado por Spot MKT e WiseData. Nenhum desses valores inclui a verba de anúncio, que você paga direto à plataforma e que costuma ser o maior número da conta.
Quanto uma agência de marketing cobra por mês para e-commerce?
Para e-commerce pequeno, a faixa citada pelas mesmas fontes é de R$ 3.900 a R$ 10.000 por mês — mas esse número já soma honorário e verba de mídia, o que o torna difícil de comparar com as faixas de gestão pura. Peça sempre a separação: quanto vai para a agência e quanto vai para o leilão. São dois orçamentos de naturezas diferentes, e é misturando os dois que se paga caro sem perceber.
Quanto custa criar uma loja virtual?
A plataforma custa pouco. Em agosto de 2026, a Nuvemshop vai do plano grátis (2% por venda) ao Escala de R$ 449, com tarifa isenta em todos os planos usando o gateway nativo; a Loja Integrada vai de R$ 0, limitada a 50 produtos, a R$ 200, com gateway de 4,29% a 4,99%; a Shopify cobra de US$ 19 a US$ 399 e precifica em dólar na página brasileira. O custo real de uma loja de moda não é a mensalidade: é fotografia, cadastro de variante e feed.
Quanto investir em tráfego pago para ter retorno?
O piso não é uma regra, é uma conta. Com ticket médio de R$ 271 no setor moda (base Nuvemshop) e 1,00% de conversão de sessão para pedido (Prax Analytics, 2025), você precisa de cerca de 100 cliques por pedido. Se o CPC do seu leilão é R$ 1,00, cada pedido custa R$ 100 só de mídia — 37% do ticket, antes de custo de produto, frete e imposto. A pergunta certa não é 'quanto investir', é 'o meu ticket aguenta o meu CPC'.
Vale a pena contratar um gestor de tráfego?
Vale se o gargalo estiver na entrada do funil. Se a loja já recebe sessões e perde no carrinho, mais tráfego apenas faz a conta piorar mais rápido: em moda feminina, a passagem carrinho→checkout é de 18,50% (Prax Analytics) e o motivo nº 1 de abandono no Brasil é frete mais caro que o esperado, citado por 63% (Opinion Box). Nenhuma campanha conserta um frete. Descubra o gargalo antes de contratar qualquer pessoa — inclusive nós.
Agência de marketing digital para pequenas empresas cobra mais barato?
Cobra menos em valor absoluto e mais em percentual, quase sempre. O trabalho mínimo de uma operação de e-commerce — feed válido, rastreamento correto, criativo, acompanhamento semanal — não encolhe na proporção do tamanho da loja. É por isso que a faixa de agência pequena começa em R$ 1.000 (HBA Marketing): abaixo disso, ou o escopo é muito estreito, ou alguém está trabalhando no prejuízo e vai parar no meio do caminho.
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Fontes desta página
- HBA Marketing — quanto custa um gestor de tráfego pago (faixas de mercado)
- Spot MKT — quanto custa contratar uma agência de tráfego em 2026
- WiseData — custo de gestão de tráfego pago
- Prax Analytics — benchmark de taxa de conversão por setor (2025)
- SIGIR 2026 — fatores que determinam citação por modelos de linguagem (arXiv:2605.25517)